NÓMADAS DIGITAIS: QUEM SÃO E QUE VANTAGENS TRAZEM AOS DESTINOS?

O termo “nómada digital” é, ainda, desconhecido para a maioria dos gestores dos destinos. No entanto, este nicho de mercado está em franco crescimento, sendo uma oportunidade de negócio que os destinos não devem deixar de explorar.

Quem são?

São pessoas que não dependem de uma base fixa (presencial) para desenvolver a sua atividade profissional, podendo exercê-la online e em qualquer parte do mundo que tenha acesso à internet.

Sendo normalmente freelancers, aliam estas caraterísticas e partem à descoberta, em busca de novas experiências, culturas e pessoas, mantendo a sua atividade profissional.

Como geram dinheiro para viver e viajar?

As profissões normalmente exercidas pelos nómadas digitais (bloggers, designers, consultores, escritores…) permitem uma maior abertura e liberdade para viajar quando pretendem.

Comercializam os seus serviços online– através de plataformas como: Workana, 99 freelas e Freelancer.com – mas também de forma mais pessoal – quando o profissional já possui uma carteira de clientes sólida antes da viagem, mantendo essa colaboração durante o tempo em que se encontra a viajar.

Que vantagens aportam aos destinos?

Os nómadas digitais adotam um estilo de vida minimalista, logo as receitas económicas que geram são mais contidas. Normalmente, não ficam alojados em hotéis, não fazem refeições em restaurantes, preferindo viver e frequentar os mesmos espaços que os locais.

Diferem também dos tradicionais turistas, pelos tempos de estada mais longos, bem como pelos locais que visitam/trabalham: destinos menos turísticos e locais pouco explorados. Portanto, geram rendimento em locais mais “periféricos”, durante mais tempo.

Outra das principais vantagens que os nómadas digitais apresentam é o poder para influenciar outras pessoas. Habitualmente possuem um leque considerável de seguidores nas redes sociais, pelo que as suas mensagens e fotografias são difundidas para um público altamente qualificado, de forma gratuita. São os chamados “influenciadores digitais”.

Que destinos se encontram na pole-position desta nova tendência?

São vários os destinos escolhidos pelos nómadas digitais, porém sobressaem alguns que já se encontram a trabalhar esta nova tendência de forma séria. Apresentamos 3 exemplos que se destacam no ranking da Nomad List:

  • Chiang Mai, Tailândia – Preços acessíveis, forte capacidade da rede wi-fi na cidade, multiplicidade de cafés e espaços de coworking, são alguns dos fatores que fazem desta cidade a meca dos nómadas digitais.
  • Budapeste, Hungria – A múltipla oferta de espaços públicos para trabalhar, o baixo custo de vida, a velocidade da internet e a segurança pública são alguns dos elementos que colocam a cidade húngara no 2º lugar do ranking.
  • Canggu, Indonésia – É o melhor destino do mundo para os nómadas digitais, segundo a Nomad List. Destaca-se pelo paz e segurança da cidade, pela baixo custo de vida, pela tolerância racial, e pelo forte espírito empreendedor.

Apenas uma postura atenta aos impactos desta tendência, permitirá aos destinos promover políticas atrativas para este mercado, assegurando, assim, mais uma oportunidade de negócio para toda a estrutura turística, social e económica.

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