COMO SERÁ O TURISMO EM 2030?

Se é verdade que 2017 foi um ano recorde para muitos destinos turísticos mundiais, também é inegável que o crescimento coloca sérios desafios, sobre os quais é importante refletir para antecipar soluções.

Na última edição do Barómetro do Turismo (maio de 2018), o IPDT procurou avaliar qual será o estado do turismo dentro de 12 anos. O estudo, conduzido pelo IPDT a 166 empresários e decisores do turismo em Portugal, identificou 3 grandes reptos: sustentabilidade (23,7%), qualidade da oferta turística e dos recursos humanos (22,7%), e saturação turística ( 19,7%).

1. Sustentabilidade (económica, social e ambiental)

Apesar de todas as vantagens e benefícios, quando o turismo não é gerido e planeado de forma adequada pode representar inúmeros problemas para os destinos, designadamente, aumento de preços e perda de qualidade de vida dos residentes, degradação/perda de património, dependência económica, degradação ambiental, deterioração das acessibilidades, entre muitos outros. É por isso que os destinos e os turistas conscientes procuram um turismo responsável, um turismo sustentável. Este é um desafio diário e uma prioridade na agenda dos agentes do setor do turismo.

Segundo a UNESCO, o turismo sustentável “respeita tanto a população local como o viajante, o património cultural e o meio ambiente”.

2. A qualidade da oferta turística e dos recursos humanos

Olhando para os crescentes indicadores de desempenho turístico, os destinos devem trabalhar na qualidade (da oferta turística e, especialmente, das pessoas que trabalham na cadeia de valor do turismo). O foco principal de atenção deve estar centrado na paixão pelo detalhe para surpreender e encantar os visitantes, superando as suas expectativas. Uma estratégia de diferenciação do turismo, assente na qualidade, que individualize o visitante garantirá a sustentabilidade do destino. Quando os clientes estão satisfeitos, é mais provável que recomendem e repitam a visita. Os turistas tornam-se assim agentes promocionais ao compartilhar as suas experiências nos seus círculos próximos. Mais do que quantidade, interessa ao turismo ter qualidade.

3. Overtourism

Para que os destinos mantenham e maximizem os benefícios do turismo, é crucial desenvolver e implementar uma estratégia profundamente enraizada em princípios sustentáveis. As ondas de popularidade de alguns destinos, resultantes da chegada de companhias aéreas de baixo custo, devem ser adequadamente monitorizadas e geridas de modo a evitar a massificação e, em última análise, a banalização dos principais pontos turísticos. É importante repensar as estratégias dos destinos e, ao invés de restringir a chegada de turistas, incentivar os visitantes a diversificar os seus locais de visita e atividades praticadas. Estas medidas podem contribuir para reduzir a sazonalidade e, acima de tudo, atender às necessidades das comunidades locais.

Identificados os desafios cabe aos gestores do turismo anteciparem soluções para que o turismo e os destinos possam continuar a crescer de forma sustentável.

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