QUANTO VALE O TURISMO DE AVENTURA?

Todos já ouvimos falar em turismo de aventura e nas suas diversas nuances. Mas será que sabemos o que representa esta indústria, como se comportam e o que procuram os seus consumidores?

Os turistas de hoje procuram, cada vez mais, experiências de viagem autênticas, transformadoras, empolgantes, e esta mudança de paradigma tem contribuído para impulsionar o crescimento das viagens de aventura. Assistimos hoje a consumidores dispostos a gastar mais do que a média neste tipo de segmento, apostando em viagens para destinos longínquos e, frequentemente, combinadas com alguns elementos de luxo. Segundo a Adventure Travel Trade Association (ATTA), o turismo de aventura representa atualmente uma indústria de 683 mil milhões de dólares.

Se está convencido que o turismo de aventura se destina apenas a jovens está enganado. Este é um segmento rentável e em crescimento, que ganha adeptos um pouco por todo o mundo.

Um estudo da Travel Leaders Group em parceria com a ATTA, concluiu que há quase tantos consumidores de turismo de aventura com idades compreendidas entre 29 e 40 anos (30 por cento), como da faixa etária dos 41 a 50 anos (29 por cento), sendo que uma fatia significativa tem mesmo entre 51 e 60 anos (22 por cento).

O mesmo estudo revela ainda que oitenta e seis por cento dos inquiridos referiram um crescimento de venda de viagens de aventura nos últimos três anos.

Os dados agora revelados indicam que a maioria (65 por cento) das vendas relacionadas com turismo de aventura envolvem viagens entre 7 e 10 dias, enquanto que 21 por cento se referem a viagens de 11 dias ou mais. Do ponto de vista do preço, 30 por cento dos entrevistados dizem que os viajantes de aventura gastam, em média, entre 2 e 3 mil dólares por pessoa e 33 por cento citam um gasto médio entre 3 e 5 mil dólares por pessoa. Cerca de 22,5 por cento indicam que os consumidores gastam em média mais de 5 mil dólares por pessoa.

Mulheres são tão aventureiras quanto os homens

Segundo o estudo em questão, a percentagem de viajantes de aventura masculinos versus femininos variou apenas num ponto percentual (50,5 por cento de homens face a 49,5% de mulheres). No entanto, a maioria das tomadas de decisão relacionadas com a compra de viagens de aventura é feita por mulheres (64 por cento).

Os 10 principais destinos de viagens de aventura, de acordo com o estudo, são a Europa Ocidental (França, Itália, Alemanha, Reino Unido, Noruega e Suíça), a América Central (Belize, Costa Rica e Guatemala), a América do Norte (EUA e Canadá), as Caraíbas, o Pacífico Sul (Nova Zelândia, Austrália, Fiji, Samoa e Taiti), a América do Sul (Argentina, Brasil, Chile e Equador), o México, África e a Europa Central (Áustria, República Checa e Polónia).

Em Portugal, alguns destinos começam a posicionar-se como especialistas em turismo de aventura. Melgaço, que se intitula o “destino de natureza mais radical de Portugal”, é um exemplo disso. Integrado no Parque Nacional da Peneda-Gerês, reserva da biosfera, o destino aposta na prática de desportos de aventura na natureza durante todo o ano, integrados numa oferta turística ampla e de reconhecida qualidade.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

w

Connecting to %s