TURISMO E POBREZA: QUE RELAÇÃO?

Em Portugal a atividade turística tem-se afirmado como um importante impulsionador da economia. Em 2016 o setor do turismo representou 12,5% do PIB nacional, um aumento de 5,8% em relação ao ano transato.

Segundo o Ministro da Economia, o turismo é mesmo o “segundo motor da economia”, contribuindo em 28% para o crescimento das exportações, valores aos quais se devem acrescentar os dados da AHRESP que anunciam que em 2016, um terço dos empregos gerados se devem ao turismo. Em 2017 os dados registaram novos recordes. Atingiu-se, pela primeira vez, a marca dos 20 milhões de hóspedes e os proveitos cresceram 18% face a 2016.

Porquê o turismo?

Segundo a UNWTO, na sua iniciativa do Turismo Sustentável – Eliminação da pobreza (ST-EP), foram identificadas algumas razões pelas quais o turismo pode ajudar a mitigar a probreza:

Valoriza recursos – O turismo valoriza caraterísticas como climas quentes, património cultural, paisagens intactas e biodiversidade. Estas potencialidades estão particularmente presentes em áreas rurais, obtendo estas uma vantagem comparativa para o turismo, enquanto estão em desvantagem na maioria dos outros setores económicos.

É interligado – Como o produto turístico é constituído por diferentes stakeholders, tendo uma grande e variada cadeia de valor, os gastos dos turistas podem beneficiar uma amplitude de setores como a agricultura, artesanato, transportes e serviços.

Aproxima consumidores e produtores – O turismo é, habitualmente, uma atividade que aproxima consumidores e produtores, sendo que é consumido no local da produção. A interação entre turistas e comunidades mais pobres pode ter diversos benefícios que podem ser desde uma maior consciencialização cultural, ambiental, de valores e problemas económicos, bem como o aumento de investimentos locais em infraestruturas.

Ainda assim, o sucesso do turismo enquanto atenuador dos níveis de pobreza vai depender de diversos fatores, a saber:

  • Até que ponto o setor do turismo está integrado na economia nacional através de ligações com outros setores e integração em cadeias de valor regionais e nacionais.
  • Se as receitas geradas pelo turismo são usadas no desenvolvimento de infraestruturas para suportar empresas locais, em particular pequenas e médias empresas, e se desenvolve as aptidões e organismos necessários para dinamizar a economia local.
  • Das políticas e estratégias adoptadas pelos governos, se encorajam o aumento de investimento doméstico e estrangeiro no turismo, a transferência de tecnologia e know-how, se promove atividades de trabalho intensivo, e se áreas das comunidades mais desfavorecidas são abrangidas pelo setor.
  • Dos esforços que assegurem que as atividades turísticas estão a ser realizadas de forma sustentável e alcançam os objetivos económicos, sociais e ambientais.

O IPDT dedicou uma análise ao setor do turismo em Portugal, procurando compreender qual a relação entre o crescimento do setor e os níveis de pobreza em Portugal. Os resultados foram publicados no anuário “Turismo’18”. A não perder!

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