SEGURANÇA NO TURISMO, UMA NOVA REALIDADE

No mundo de hoje, o risco de terrorismo não é impeditivo do turismo global. Prova disso é o crescimento em mais de 6 pontos percentuais das chegadas de turistas internacionais, no período de janeiro a junho de 2017, o melhor semestre desde 2010, segundo a OMT. A organização prevê ainda que até 2030 no mundo se realizem 1,8 mil milhões de viagens internacionais.

Mas, da mesma forma que alguns destinos ganharam, outros perderam nos últimos anos. Segundo o World Travel Market, mais de um terço dos britânicos alterou as suas viagens por medo da ameaça terrorista. Esta nova realidade, determinada pelo medo de ataques terroristas, novos padrões de consumo e a necessidade de segurança, leva à adaptação forçada das empresas turísticas e dos destinos para se manterem competitivos neste ambiente volátil.

Durante dois anos, a Europa enfrentou uma série de ataques terroristas que afetaram particularmente o setor de turismo. Mas temos de recuar até 11 de setembro de 2001 para chegar ao acontecimento que obrigou a indústria mundial do turismo a adaptar-se a novos níveis de violência. A indústria aeronáutica fez alterações imediatas nos aviões, reforçou os controlos de acesso, desenvolvendo também formação específica para pilotos e comissários de bordo. Algumas companhias aéreas empregaram ainda seguranças com formação antiterrorista.

Os aeroportos fortaleceram os seus sistemas de segurança, o que levou ao desenvolvimento de tecnologia mais sofisticada para evitar a entrada de objetos e materiais perigosos. Perante o risco terrorista, até as unidades hoteleiras têm vindo a contratar seguros específicos conjuntamente com cláusulas de responsabilidade social.

Nos últimos dois anos a atividade de organizações terroristas, designadamente o DAESH, tem-se concentrado na Europa e no Médio Oriente, tornando-se comuns ataques onde se encontrem grandes concentrações de pessoas, em destinos turísticos de destaque.

Os turistas exigem assim cada vez mais segurança nos destinos. Um estudo deste ano do World Travel Market revela que 58% dos passageiros sentem que não há informações suficientes sobre os locais para onde é seguro viajar. Por outro lado, de acordo com um relatório da American Express Global Travel, 37% dos travel managers reportam um aumento da preocupação com questões de segurança nas suas empresas. Contudo, apenas 27% das organizações admitem que não possuem um plano de emergência detalhado de seis meses para lidar com potenciais situações críticas no destino.

No que diz respeito aos passageiros de negócios e o segmento MICE, o Agência Carlson Wagonlit Travel criou uma série de protocolos especificamente projetados para responder a situações de emergência. Assim, se um passageiro foi afetado por um ataque, a CWT coloca em marcha um processo de localização e acompanhamento. Nesse sentido, quando ocorre um incidente grave, o serviço ativa os protocolos de resposta para determinar se os clientes devem receber mensagens de comunicação de crise.

A indústria do turismo começou a abordar a segurança como um desafio de grandes magnitudes, que não tinha sido levado em consideração antes, mas que está a transformar toda a envolvente do turismo.

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