GESTÃO SUSTENTÁVEL DO ÊXITO TURÍSTICO DE LISBOA E PORTO

É um dos temas do momento no panorama turístico português. O aumento do número de turistas levanta questões que vão para além do desejado desenvolvimento económico e do aumento do emprego. Tornar este crescimento sustentável e harmonioso é, por isso, fundamental para o êxito dos destinos nacionais. Equilíbrio é a palavra de ordem, numa balança que nem sempre é fácil gerir.

Economia a reboque do turismo

Sabe-se que o crescimento do PIB no primeiro trimestre de 2017 (2,8% face ao período homólogo) deve-se, segundo o INE, fundamentalmente às exportações (entre as quais as de serviços), sendo estas dominadas, essencialmente, pelo turismo.

Na verdade, os números do turismo referentes ao ano passado não deixam margem para dúvidas: em 2016 recebemos 19 milhões de visitantes (mais 10% do que em 2015), que renderam quase 2,9 mil milhões de euros em proveitos totais (mais 17% que em 2015).

E se é facto que o crescimento do turismo tem sido evidente em todas as regiões do país (Norte 12,8%; Centro 9,7%; Lisboa 7,2%; Alentejo 10,8%; Algarve 9%; Açores 21,1% e Madeira 9,8%), é nos grandes centros urbanos, designadamente Lisboa e Porto, que os impactos do turismo mais se fazem sentir.

Questões ao nível do planeamento urbano, de gestão de fluxos e trânsito, de reforço de higiene e vigilância, de ordenamento do território e também, de preservação da identidade e autenticidade dos locais são alguns dos assuntos que, mais do que nunca, integram a agenda do turismo.

Gestão do sucesso turístico nas cidades

Nesta perspetiva, nunca fez tanto sentido avançar com medidas que possam contribuir para uma gestão sustentável do sucesso turístico, a par de uma convivência harmoniosa entre visitantes e residentes. O Barómetro do Turismo procurou identificar as cinco principais ações para alcançar esses objetivos:

1 – Fiscalização e regulamentação (24%);

2 – Promoção de ofertas integradas com outros destinos nacionais (20%);

3 – Melhoria da qualidade do serviço e reforço da autenticidade dos destinos (16%);

4 – Planeamento e ordenamento do território (9,9%);

5 – Reforço de infraestruturas/Melhoria acessibilidades (9,9%).

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