EXPERIÊNCIA TURÍSTICA – COMO MANTER A AUTENTICIDADE?

Não é novidade que o turismo em Portugal continua a crescer. Números recentes indicam que nunca tantos turistas visitaram o país como em 2016. Segundo dados do INE, a hotelaria nacional registou no ano passado 19 milhões de hóspedes, um acréscimo de 10% face a 2015.

Este crescimento do turismo cria necessidades ao nível do planeamento urbano, de gestão de fluxos e trânsito, de reforço de higiene urbana e vigilância, de ordenamento do território e, também, de preservação da identidade e autenticidade dos locais visitados.

Na verdade, segundo Richard Butler, a atratividade de um destino depende da sua imagem, que é constituída por elementos como o património e a autenticidade (real e percebida).

5 QUESTÕES RELACIONADAS COM O CRESCIMENTO DO TURISMO (R. Butler)
  1. Aumento da procura por serviços, instalações e, inevitavelmente, infra-estruturas (transportes, serviços públicos, etc.);
  2. Maior presença turística no destino e maior contacto com os residentes;
  3. Mudanças no padrão e ritmo de vida, congestionamento;
  4. Perda de caraterísticas e recursos “tradicionais”, em substituição por novos elementos;
  5. Mudanças no tipo de turista e atividades envolvidas.

Segundo o estudo do IPDT sobre as perceções dos turistas em Portugal (ver vídeo), os visitantes mostram-se preocupados com a pressão que o turismo pode colocar ao nível da originalidade das cidades nacionais, com 37% dos inquiridos a defenderem que este poderá ser um efeito negativo.

O tema foi abordado e discutido no decorrer do FIT’17, cuja emissão na íntegra pode ser vista aqui.

De uma forma geral, concluiu-se que o crescimento do número de turistas não deve ser visto como um problema, mas antes como uma oportunidade que representa crescimento a vários níveis. Cidades como Lisboa e Porto vivem hoje melhor do que há alguns anos atrás. A reabilitação urbana cresceu, surgiram novos negócios, há maior segurança e as cidades estão mais limpas.

AÇÕES PARA CONTROLAR OS IMPACTOS DO TURISMO NOS DESTINOS (R. Butler)
  1. Determinar a imagem e as expectativas dos visitantes;
  2. Identificar inconsistências entre a imagem e realidade;
  3. Determinar as necessidades dos residentes e dos visitantes;
  4. Modificar (reorientar) a oferta atual através da adição, alteração e eliminação de caraterísticas de forma adequada;
  5. Coordenar a promoção e a criação e modificação de imagens em diferentes níveis e setores (públicos e privados) em função das preferências locais.
  6. Monitorizar para assegurar a satisfação contínua dos visitantes e a qualidade de vida dos habitantes locais.
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